terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pessoas, 

por motivos temporários, nosso blog estará sem novidades. No entanto, informamos que em breve voltaremos a funcionar normalmente, com novidades semanais. Aos novos visitantes, sugerimos que vejam as postagens mais antigas. Já ao visitante parceiro, adicione-nos aos seus favoritos, assim não nos perderá de vista. Retornaremos brevemente.

domingo, 20 de novembro de 2011

Rádio Clássica: Beethoven, aperte o player e deixe rolar.



Aperte o play e deixe rolar...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Carlos Gomes - "Laudamus-te" Missa de Nossa Senhora da Conceição



Bom... feito tia velha que aparece de surpresa depois de passar anos sem dar notícias, lá se vai esta peça "rapidinha", que vai ("indo de com força") inspirada pelo blog de PQP Bach e sua turma. Trata-se da passagem "Laudamus -te" da empolgante missa do carioca Antônio Carlos Gomes: "À Sossa Senhora da Conceição". Admito eu que não sou muito fã de Gomes, apesar de me emocionar muito todas as vezes que escuto a passagem mais melódica da abertura de seu IL GUARANY, que um dia postarei aqui, também. Esta missa, no entanto, me chama a atenção muitíssimo por sua coisa meio bachianica, meio italiana e por seu tema também brasileiro. Sim, meus caros, o romântico Carlos Gomes prestigiava temas "brasilianos", apesar de compor principalmente em italiano (ressalva para esta missa que está em Latin e não na língua dos dramáticos Giaochino Rossini e Giacomo Puccini). Vai ver é por este nacionalismo às aversas que não gosto muito de seu estilo. Vai ver é por não curtir muito a ópera italiana, como já disse outrora neste mesmo blog.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida
Quanto à soprano, tenho pouquíssimo a dizer, ou melhor, tenho nada mesmo: não a conheço, nunca a vi ou ouvi mais gorda. Mas quanto a esta missa, já ouvira antes em um recital na Bienal do Livro de minha cidade e sou suspeito para falar que vale a pena ouvi-la, pois senão não teria eu cá postado.

Weslay Mendonça

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Handel - Deixes que eu chore! por Jarousky, dos filmes "O Anticristo" e "Farineli".



Por conhecidência, mais uma ária de George Frideric Handel que foi bem utilizada pelo cinema recente: a "Lascia Ch´io Pianga" da ópera "Rinaldo" em uma estupenda interpretação de Philippe Jaroussky. Diz a letra, ultimamente bastante associada ao sofrimento dos famosos castrati: tipo de voz humana adulta comum conseguida com o ato agressivo da castração de crianças do sexo masculino, realizada por setores da Igreja Católica durante vários séculos, até meados do início do século XX). Quando cresciam, aquelas crianças possuíam timbre próprio, que as diferenciavam tanto das vozes masculinas agudas, quanto das vozes femininas. Muitos compositores escreviam obras destinadas a este estilo de voz. Segue-se a letra da ária de Handel:

"Deixe que eu chore
minha sorte cruel,
que eu suspire
pela liberdade.
A dor quebra
estas cadeias
de meus martírios,
só por piedade!"

Seguem-se, também, duas cenas dos filmes onde a ária aparece. Uma cena linda da abertura do filme "O Anticristo" e outra também bonita do filme "Farineli". Ambos os filmes, de uma forma ou de outra, tratam do tema da castração em seu enredo. Indico-os, também, para quem quiser outras emoções.

"O Anticrisco"


"Farineli"

Weslay Mendonça

domingo, 9 de outubro de 2011

Liszt - La Campanella — Alice Sara Ott



La Campanella é um estudo para piano de Franz Liszt escrito em 1838 e revisado pelo próprio autor em 1851. A inspiração veio de uma melodia do Concerto para violino nº2 de Paganini. Numa época Romântica em que a música descritiva era moeda corrente entre os artistas, até mesmo o toque de um sininho era fonte de geniais criações. Sim, "La Campanella" significa "Sininho".

Ouvimos os tais sininhos logo no inicio do estudo. Eles se tornam uma idéia fixa, recorrente durante toda peça, enlouquecem o ouvinte atento e predisposto. No final, por sinal apoteótico, os sininhos se transformam em retumbantes carrilhões, aptos a quebrar qualquer resistência ao aplauso entusiasmado!

Liszt
Alice Sara Ott é uma formosura pianística, mais uma entre outras que temos apresentado por aquí. Nasceu em Munique, Alemanha, e é de origem oriental. Ganhou muitos prêmios internacionais para piano, numa demonstração inequívoca de que rapidez no teclado não serve apenas para secar o esmalte das unhas. Putz, ela tem talento, garra e... muita beleza... O que mais vocês querem? Vejamos e ouçamos!

Se os amigos leitores quiserem ouvir mais um pouquinho de Madame Ott basta clicar AQUÍ pra baixar um arquivo (9 MB) onde ela toca a Rapsódia Húngara nº2 para piano, tambem de Liszt. Nem sei mais quantas vezes essa Rapsódia foi utilizada em desenhos animados: bichinhos tão famosos quanto o Pica Pau, Pernalonga e Tom & Jerry já tocaram essa peça nas telinhas...

Alice Sara Ott
Ernesto D.C.


sábado, 1 de outubro de 2011

Boccherini - Stabat Mater (abertura)




Estava buscando uma nova versão do Stabat Mater do Pergolesi para ouvir, quando os caminhos tortuosos do Google me apresentam esta belíssima obra de Boccherini. Resultado? Cá esta, em um belo clipe postado no Dailymotion.

"Stabat Mater Dolorosa juxta Crucem lacrimosa, dum pendebat Filius"


Mais uma vez tentando traduzir estes versos da forma mais coerente possível com o impacto de sua  poesia, temos o seguinte: "Estava a sofredora mãe (dolorosa) chorando aos pés da cruz a qual pendia seu filho!". Esta é para começar o mês de outubro com chave de ouro, apesar de que pedimos um pouco de paciência aos nossos leitores, pois assim como em setembro, outubro e novembro não deverão ser meses de muitas atualizações.

                                                                                                                                   Weslay Mendonça


sábado, 24 de setembro de 2011

Ravel - Jeux d'eau - Martha Argerich



Costuma-se dizer que o impressionismo musical teve início com a obra do francês Claude Debussy, ele próprio influenciado por pintores de sua época. É uma música voltada para a criação de atmosferas semi-transparentes num fluxo contínuo e sugestões sensoriais que usam como temas preciosos o vento, ondas, água em movimento, etc...

Uma observação: tendo em mente essas características podemos encontrar elementos impressionistas em épocas anteriores a Debussy, como por exemplo em Liszt e até em Chopin. Mas voltarei a falar sobre isso em outro post.

Hoje escolhí uma obra de Maurice Ravel, "Jeux D'Eau" (Jogos de Água), para vosso deleite estético. Ravel, fruto de uma região que fica na França muito próxima à Espanha, prosseguiu na linha musical de Debussy, mas sua forte personalidade adicionou ainda mais paixão e sensualidade ao vento morno do impressionismo.

Jogos de Água! Sintam o ardor desses maravilhosos "clusters" (cachos de notas musicais) estonteantes, escalas rapidíssimas e vertiginosas que fazem nossa imaginação voar. E ainda por cima pelas mãos da fantástica pianista argentina Martha Argerich, que dispensa maiores apresentações...

Os leitores que tiverem curiosidade em ouvir o próprio Ravel tocando uma obra de sua autoria (Miroirs nº2) podem clicar AQUÍ (Rapidshare) ou AQUÍ (Mediafire) para baixar um arquivo (10 MB) contendo a reprodução moderna recuperada de um rolo de piano que o compositor gravou em 1912. Esses "piano rolls" eram um mecanismo empregado para registrar toques em um teclado com extrema fidelidade, clareza e limpeza, bem superior ao antigo fonógrafo.

                                                                                          Ernesto D.C.


Ravel
Martha Argerich





sábado, 17 de setembro de 2011

J.S.Bach - Partita No. 4 (Allemande) - Priya Mayadas




Se alguem de vocês é do tempo dos LIVROS (algo esquecido por muita gente), vou dizer: a obra de Johann Sebastian Bach ocupa 60 volumes enormes. Dá pra ter uma idéia? Não? Então imagine isso em bits e bytes, o resultado vai ser igualmente enorme!

Mas tudo bem, nos tempos barrocos as produções dos compositores eram mesmo usualmente grandes, eles recebiam muitas encomendas de aristocratas e de clérigos para compor música comemorativa, por um motivo ou outro. Por exemplo, Bach escreveu 300 cantatas.

O seu repertório que mais me atrai está entre as obras seculares (não religiosas), tipo sonatas, suites, tocatas, concertos, partitas. As seis partitas para teclado são incríveis, geniais. Cada uma delas é uma coleção de peças instrumentais que à época eram normalmente interpretadas ao cravo, mas hoje tocamos despudoradamente ao piano moderno, o que não empana o brilho delas, de forma alguma.

Temos aí acima um video contendo a Allemande da Partita nº 4 de Johann Sebastian Bach. Allemande é um tipo de dança popular, mas nesse caso vertida para a forma instrumental e erudita. O instrumento é um piano, como vocês poderão ver. E as mãos alvas e delicadas que extrairão sons sublimes do teclado pertencem a Priya Mayadas, muito formosa mas pouco famosa pianista hindú.

Os amigos leitores que desejarem ouvir essa mesma peça em sua versão original para CRAVO podem clicar AQUÍ (Rapidshare) ou AQUÍ (Mediafire) para baixar um arquivo (apenas 24 MB) contendo a leitura do especialista/cravista inglês Sir Trevor Pinnock.

                                                                                                   Ernesto D.C.

Priya Mayadas
J.S.Bach

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Albinoni e Giazotto- Adágio


Desta vez, uma obra popular. Talvez a obra mais popular de Albinoni, mas que, na verdade, não é de Albinoni. Com certeza a obra mais popular de Giazotto, mas que talvez não tenha sido este quem a compôs, e sim Albinoni.  - "Emmmm!?" Exclamará você, sensível e curioso leitor deste blog. - "Como assim?" Depois me perguntará você ansioso (só não mais que este humilde blogueiro).
É que na verdade, na verdade, o ocorrido foi o seguinte que se segue...



"Era uma vez... do outro lado do oceano, um pequeno país mágico em formato de bota. Lá, todos os tipos de pessoas, ricos, pobres, bonitos, feios, bruxos, corcundas, padres e santos falavam uma estranha língua, escrita com símbolos, notas musicais e linhas, chamada musiquês!
Um certo dia, há quase 100 anos, um rapazinho branquelo encontrou algumas folhas soltas, perdidas numa biblioteca de sua cidade (a grandiosa Pisa), todas escritas em musiquês. Nestas folhas continham, dentre outras coisas e um conjunto de símbolos e linhas, uma bonita canção. Quando o jovem resolveu ler os escritos, um belo som de órgão de tuba soava pelo ar e falava com sotaque do século XVII, dizendo coisas e emitindo sons que encantaram o rapaz. Este jovem, chamado Remo Giazotto resolveu, então, colocar e escrever mais símbolos naquele papel, porém sem adicionar uma linha sequer, fazendo este ainda ficar mais bonito. Vendo que havia conseguido, resolveu, também, publicá-lo,  para que mais pessoas do seu país pudesse ouvir a beleza daquele som estranho, falado com sotaque estranho, porém com algumas alterações feitas por ele. As folhas, então, fizeram um enorme sucesso, todo mundo queria ter uma cópia em casa para ler e ouvir durante todo o tempo de suas vidas.
Albinoni (1671 - 1751)
No certo momento, muito curisos, todos queriam, então, ver os papeis originais. Quando conseguiram, perceberam que ali assinava o nome de Tomaso Albinoni, antigo homenzinho rico do cabelão, já falecido, nascido dentro das gôndolas da cidade de Veneza.  Quando perguntado, antes de distribuir as cópias, quem era o muito criativo compositor daquela beleza, o jovem Remo respondeu: "o nome dele é Tomaso Albinoni!" Porém, depois do sucesso, resolveu assumir de vez que também fez parte do trabalho, dizendo-se também seu criador."
Essa é a pequena história desta linda canção de sotaque barroco, divulgada em musiquês somente no século XX, com algumas modificações.  Na prática, as linhas de baixo (o órgão de tubos) são de Tomaso Albinoni. Já as linhas melódicas, as cordas, são de Remo Giazzoto. Como veremos acima.
Quem interpreta é a Orquestra de Câmara Franz Liszt, da Hungria. Boa audição.

Weslay Mendonça

sábado, 10 de setembro de 2011

Paganini - Caprice No.24, Alexander Markov




Que absurda esta interpretação de Alexander Markov para o 24o Caprice. Paganini provavelmente revirou-se de felicidade umas 1000 vezes em seu túmulo antes do minuto 3:00 desta apresentação, por que depois do pizzicato deve ter voltado a falecer, só que desta vez de ataque no coração. Em umas postagem rápida de começo de fim de semana, este grande violinista russo deve deixar sua marca na história como um dos grandes executores do virtuose italiano. Dom Yehudi Menuhin certa vez disse: "Markov é, sem dúvida, um dos mais brilhantes violinistas dos novos tempos". (Novos tempos pro Menuhin, é claro!). Mas alguém duvida após ver este vídeo? Um espetáculo! Vale a pena ver e rever, com atenção muito especial ao pizzicato! Segurem-se nas cadeiras, meu caros! Deus salve a boa música!

Weslay Mendonça